sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O compromisso que vale a pena ser mantido


“Toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais necessários, e tem direito à segurança no desemprego, na doença, na invalidez, na viuvez, na velhice ou noutros casos de perda de meios de subsistência por circunstâncias independentes da sua vontade”.

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Por Hamilton Octavio de Souza

Aprovada pela Organização das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 61 anos, é uma importante referência para a maior parte dos povos do mundo, mas, ainda, não passa de uma bela declaração de intenções – e não um fato concreto na vida das pessoas, inclusive no Brasil.

A declaração nasceu sob o impacto da Segunda Guerra Mundial, durante aquela situação de barbárie responsável pela morte de milhões de pessoas, não apenas nos campos de batalha, mas principalmente nos campos de extermínio do nazismo, sob o bombardeio das cidades e dizimados pelas bombas atômicas lançadas pelos Estados Unidos em Hiroshima e Nagasaki.

Além disso, o mundo sabia – em 1948 – que a única forma de construir uma nova situação de paz e bem-estar para o conjunto da humanidade seria o estabelecimento de um pacto mínimo de respeito aos direitos básicos e fundamentais de todos os cidadãos, independentemente de raça, cor, credo e posição política. Esperava-se que a Declaração Universal dos Direitos Humanos pudesse ser aplicada e concretizada na face da Terra.

Agora, 61 anos depois, tanto no plano internacional das relações entre países, quanto no plano interno de cada país, é possível verificar que ainda falta muito para avançar na direção dos compromissos definidos na DUDH. O que as tropas dos Estados Unidos fazem na invasão do Iraque e do Afeganistão, e com os sequestros e torturas praticados na base militar de Guantánamo, são inconcebíveis na ótica dos direitos humanos.

Da mesma forma, sob a hegemonia do sistema capitalista neoliberal foram derrubados inúmeros benefícios trabalhistas e sociais conquistados ao longo da segunda metade do século 20. Hoje, o Artigo 23 da Declaração não passa de uma promessa vazia, esquecida pelos governantes e inviabilizada pelo poder econômico: “Toda a pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha do trabalho, a condições eqüitativas e satisfatórias de trabalho e à proteção contra o desemprego”.




O mais contraditório de tudo é que a humanidade aprimorou o seu conhecimento tecnológico e produz hoje alimentos e bens suficientes para proporcionar uma vida digna para todos. No entanto, o que gera a desigualdade, a concentração da riqueza produzida, a abundância de uma minoria e a carência de muitos é a ganância – a visão das elites em manter seus privilégios a qualquer custo, mesmo que à sua volta exista um mar de miséria e de abandono.

Por isso mesmo o Artigo 25 de Declaração também é uma promessa: “Toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais necessários, e tem direito à segurança no desemprego, na doença, na invalidez, na viuvez, na velhice ou noutros casos de perda de meios de subsistência por circunstâncias independentes da sua vontade”.

Finalmente vale lembrar que aqui, no Brasil, uma das propostas da DUDH, essencial para a realização da vida de todo ser humano, continua distante de boa parte das pessoas: é a que está contemplada no Artigo 26, que assegura o direito à educação, tanto no ensino elementar quanto no ensino superior. Como falar em respeito aos direitos humanos se ainda existem milhões de analfabetos no Brasil, o tempo de escolaridade é baixíssimo e a falta de ensino superior público e gratuito restringe o futuro da maioria dos jovens?

É hora de o Brasil levar a sério o que assinou há 61 anos. Pelo menos isso!

Hamilton Octavio de Souza é jornalista, editor da Caros Amigos e professor da PUC-SP-- Ousar lutar, ousar vencerCarlos LamarcaÉ preciso não ter medo, é preciso ter a coragem de dizerCarlos Marighella

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

VAMOS ASSISTIR O VIDEO?

Amigos do Amor, Fazendo a Diferença no Rancho dos Servos Pobres
O mundo precisa de paz, precisa do amor, que é o mais belo e imprescindível sentimento do qual somos capazes. Ao invés de esperarmos que o mundo ...


entre no: YOU TUBE

digite a palavra "servos dos pobres"

boa reflexão, PAZ

domingo, 6 de dezembro de 2009

MENSAGEM - A FELICIDADE


Um amigo meu, chamado Paulo, ganhou um automóvel de presente de seu irmão, no Natal.
Na noite de Natal, quando Paulo saiu de seu escritório, um menino de rua estava andando em volta do reluzente carro novo, admirando-o.
- Este carro é seu, senhor? - ele perguntou.
- Sim, meu irmão me deu de Natal...
O garoto ficou boquiaberto.
- Quer dizer que foi um presente de seu irmão, e não lhe custou nada? Rapaz, quem me dera... Ele hesitou.
É claro que Paulo sabia que ele ia desejar ter um irmão como ele. Mas o que o garoto disse chocou tanto a Paulo, que ele ficou desarmado.
- Quem me dera - continuou o garoto - eu ser um irmão como esse!
Paulo olhou o garoto com espanto, e então, carinhosamente, perguntou:
- Você gostaria de dar uma volta no meu automóvel?
- Ó, sim, eu adoraria!
Depois de uma voltinha, o garoto virou-se e, com os olhos incandescentes, disse:
- O senhor se importaria de passar em frente à minha casa?
Paulo sorriu. Pensou que soubesse o que o menino queria. Ele queria mostrar para os vizinhos que podia chegar em casa num carrão. Mas Paulo estava, novamente, enganado.
- Pode parar em frente daqueles dois degraus? - perguntou o garoto.
Após ter parado, ele subiu, correndo, os degraus da pequena casa em que vivia.
Passados alguns momentos, Paulo viu-o retornar vagarosamente, pois carregava seu irmãozinho paralítico no colo. Sentou-o no degrau inferior, abraçou fortemente e apontou para o carro.
- Aí está o carro, amigão, exatamente, como eu te contei lá em cima. O irmão desse moço deu o carro a ele, de presente de Natal. Não lhe custou nem um centavo. Algum dia eu também vou te dar um igual. Então, você poderá ver com seus próprios olhos, as vitrines de Natal e todas as coisas bonitas sobre as quais eu venho tentando lhe contar.
Paulo saiu do carro e colocou o menino paralítico no banco da frente. O irmão mais velho, com os olhos brilhando, sentou-se no banco traseiro, e os três deram uma volta pelas ruas.
A felicidade é muito maior
quando proporcionamos
um pouco da nossa
a alguém!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Dificuldades na assistência - na CIDADE DE SÃO PAULO

jornal Estadão – domingo – 15/11/2009
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091115/not_imp466586,0.php

A rede de assistência social da cidade de São Paulo está num processo de desgaste provocado pelos atrasos nos repasses de recursos e pela redução das verbas do poder público destinadas à assistência social. Entre 2005 e 2008, a administração municipal aumentou em 120% os recursos destinados às
entidades conveniadas às quais a rede fora entregue. A intenção era descentralizar, melhorar e democratizar o atendimento. Em contrapartida, o total de assistidos cresceu, no período, 50%.
Hoje, há aproximadamente 360 entidades conveniadas com a Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS) que, através de quase mil contratos, atendem pelo menos 165 mil pessoas. Muitas, no entanto, ameaçam fechar as portas e suspender os convênios firmados com a Prefeitura porque não têm mais como suportar sozinhas o ônus resultante dos dissídios salariais e da inflação sobre os produtos necessários para o atendimento dos carentes nos albergues, casas de recuperação de adolescentes, de crianças abandonadas e vítimas de violência, centros de convivência, núcleos para pessoas com deficiências, entre outros.
Nos últimos dois anos, os gastos subiram 19% enquanto o orçamento municipal para a rede de proteção social permaneceu congelado. Resultado: 4.877 profissionais foram demitidos no setor, a fila de espera por atendimento nas entidades conveniadas é de pelo menos 100 mil pessoas e, em muitas regiões, a qualidade da assistência decaiu.
Está em marcha, portanto, o desmanche de um modelo de parceria que, bem gerido, é apontado como a melhor fórmula para o atendimento público à saúde, à cultura e à assistência social. As parcerias flexibilizam a operação, descentralizam a gestão, elevam a eficiência e reduzem o custo. Mas é preciso que as entidades conduzam os serviços com incentivos e fiscalização da administração municipal, que, por sua vez, deveria fazer cumprir um contrato de gestão, com metas definidas de atendimento e qualidade.
A administração competente desse modelo no período de 2005 a 2008 assegurou agilidade no atendimento, inspirando-se em conceitos e procedimentos da gestão privada. Ficou evidente, nesses anos, que o contingente de crianças pedintes nas ruas parou de aumentar, assim como o número de moradores de ruas.
Hoje, porém, a SAS, parece ter perdido a noção do seu papel e da sua responsabilidade nesse sistema. Em entrevista ao Estado, publicada há dias, a chefe de gabinete da secretaria, Maria Luiza Gomes de Azevedo, afirmava que "é necessária uma contrapartida financeira das organizações". Ora, se as entidades assumem função do governo municipal, no atendimento da rede e gerenciamento das suas unidades, o mínimo que a Prefeitura tem a fazer é assegurar os custos desse atendimento. "Nossa boa vontade é limitada pelas nossas restrições financeiras", disse a chefe de gabinete ao explicar as razões do congelamento de recursos. O bom funcionamento da rede de proteção social não pode se alicerçar apenas em boa vontade, mas depende da competência na implantação de uma política que oriente os convênios, incorporando os princípios da Lei Orgânica de Assistência Social (Loas) e defendendo os direitos dos que a ela recorrem.
Os fundamentos da parceria que a administração pública estabelece com as instituições filantrópicas se centram na permanente busca dos melhores resultados, pela ação em rede, pela avaliação constante do desempenho e pela transparência nas iniciativas e relações estabelecidas.
O Fórum da Assistência Social (FAS) reivindica recursos para cobrir os reajustes com os quais as entidades arcaram sozinhas, uma 13ª parcela nos convênios firmados e fim dos atrasos nos repasses. Na Câmara Municipal, pressionam os vereadores para ampliar as verbas destinadas ao setor no Orçamento 2010. Hoje, os recursos totais à disposição da rede, somando verbas municipais e repasses estaduais e federais, atingem R$ 704 milhões. O dobro seria necessário para obter a qualidade satisfatória do serviço prestado.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

NOSSOS AGRADECIMENTOS À BRICO BREAD QUE NOS AJUDA EM FAZER "GENTE FELIZ"
















BRICO BREAD ALIMENTOS

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terça-feira, 27 de outubro de 2009

OBJETIVO DO PROCESSO TERAPÊUTICO

O objetivo do processo terapêutico é facilitar o movimento natural da vida, criando opotunidades, para que o paciente aprenda sobre ele mesmo. Os sintomas que produzem a necessidade da procura do processo psicoterapêutico tendem a desaparecer a medida em que paciente e psicoterapeuta têm um insight do que eles querem ensinar. Resumindo, o objetivo de um processo psicoterapêutico é dar condições para que o paciente se desenvolva aprendendo sobre si mesmo por meio de seus sintomas e das trocas estabelecidas neste processo.

Já dizia Santo Agostinho de nada adianta o homem conhecer e mundo inteiro e não conhecer a sua própria alma.
viste o site: http://www.psicologaangelamarthas.com/

domingo, 18 de outubro de 2009

A MENSAGEM DE VIKTOR FRANKL

Na Ass. Servos dos probres, atendo os irmãos em grupo, usando a metologia do AA (Alcóolatras Anônimos) - [os dozes passos e as doze tradições]. Também utilizo muito os conceitos da Logoterapia, 3-ª escola da Psicologia, fundada emViena, por um neurologista judeu Viktor Emil Frankl, ela procura conscientizar a pessoa do sentido da vida e das suas responsabildades perante a mesma, a vida nos indaga a cada momento, somos responsáveisl pela resposta.

Obr.
ATT,
ANGELA
A MENSAGEM DE VIKTOR FRANKL
"Um pensamento me traspassou: pela primeira vez em minha vida enxerguei a verdade tal como fora cantada por tantos poetas, proclamada como verdade derradeira por tantos pensadores. A verdade de que o amor é o derradeiro e mais alto objetivo a que o homem pode aspirar. Então captei o sentido do maior segredo que a poesia humana e o pensamento humano têm a transmitir: a salvação do homem é através do amor e no amor. Compreendi como um homem a quem nada foi deixado neste mundo pode ainda conhecer a bem-aventurança, ainda que seja apenas por um breve momento, na contemplação da sua bem-amada. Numa condição de profunda desolação, quando um homem não pode mais se expressar em ação positiva, quando sua única realização pode consistir em suportar seus sofrimentos da maneira correta - de uma maneira honrada -, em tal condição o homem pode, através da contemplação amorosa da imagem que ele traz de sua bem-amada, encontrar a plenitude. Pela primeira vez em minha vida, eu era capaz de compreender as palavras: 'Os anjos estão imersos na perpétua contemplação de uma glória infinita'."
http://www.veritatis.com.br/article/3396 visite o site e conheça VIKTOR EMIL FRANKL
postado por ANGELA CABOCLO, atende como colaboradora nossos Irmãos, todas as segundas-feiras